O que é epilepsia?

 

A epilepsia é um transtorno do cérebro que gera descargas elétricas incomuns e exageradas, que acabam por interromper por um intervalo de tempo suas funções normais e produzem reações involuntárias no comportamento, atividade muscular, consciência e/ou na sensibilidade da pessoa.

Convulsões / Epilepsia

Convulsão é a mesma coisa de uma crise epiléptica?

Toda convulsão é uma crise epiléptica, porém além da convulsão existem diversas formas de crises epilépticas. Na convulsão o paciente apresenta movimentos bruscos dos braços e pernas, desvio dos globos oculares e perda da consciência. Um exemplo frequente de crise epiléptica não convulsiva é a crise de ausência.

 

A epilepsia é uma enfermidade frequente?

É relativamente comum, uma vez que atinge 1 a 2 indivíduos em cada 10. É estimado que somente no Brasil cerca de 3 milhões de pessoas sofram com a doença.

 

É possível ter uma crise convulsiva e não ser epiléptico?

Uma crise isolada por si só não é suficiente para que seja dado o diagnóstico de epilepsia. Existem diversos fatores que podem contribuir para desencadear uma crise:

Alterações súbitas na luz ambiente ou luzes cintilantes (discoteca, TV, etc)

Deficiência de sono

Febre

Aflição

Exaustão

Distúrbios metabólicos

 

Como se faz o reconhecimento?

 

O exame mais fundamental para o reconhecimento de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser executado no intervalo ou ao longo das crises, sendo que nesse último a chance de identificar a causa chave do problema é bem maior. O EEG auxilia o médico a identificar o gênero da epilepsia, a escolha do melhor medicamento, o tempo de tratamento e também a solicitar demais exames complementares, tendo como exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que são capazes de identificar lesões cerebrais e observar a origem da epilepsia. No momento em que se identifica a origem da epilepsia, esta é designada por “sintomática”, isto é, a epilepsia é somente o sintoma pelo qual a enfermidade se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma origem, então ela é considerada uma epilepsia “idiopática”.

 

A epilepsia possui cura?

Por volta de 50% das epilepsias que ocorrem na infância desaparecem com o tempo e o desenvolvimento cerebral.

Entretanto, no maior parte das situações não há cura, somente tratamento.

 

Como é o tratamento?

A escolha do medicamento antiepiléptico o ser usado é feita com base na forma de crise apresentada pela paciente e no resultado dos exames complementares. 70% dos indivíduos conseguem ter as crises inteiramente controladas com estes remédios.

O primeiro passo para o controle apropriado das crises é a utilização correta destes remédios, respeitando precisamente a indicação do médico quanto às doses e horários. Geralmente, estes medicamentos deverão ser tomados por anos ou mesmo até o final da vida.

Para os 30% que não obtêm sucesso ao tentar controlar as crises com remédios, há a opção que promove a retirada da parte do cérebro que dá origem às descargas elétricas que geram a crise. O médico pode inclusive fazer alterações no sistema que regula a alimentação, como forma de obter sucesso através da mudança do metabolismo do paciente.

 

Dá pra viver uma vida comum com a epilepsia?

A maior parte dos indivíduos com epilepsia aparenta viver uma vida comum. Embora a epilepsia ainda não tenha cura definitiva, em alguns indivíduos ela ocasionalmente desaparece. A maior parte dos ataques epiléticos não ocasiona danos cerebrais. No entanto, não é incomum que indivíduos com epilepsia, ainda mais crianças, desenvolvam complicações emocionais e de conduta. Para vários indivíduos com epilepsia o perigo de ataques epiléticos restringe sua convivência normal. A maior parte das mulheres com epilepsia pode ficar grávida, porém precisa analisar com o médico sobre sua enfermidade e remédios prescritos.

 

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